Retrospectiva BBB10: os finalistas (Parte 2)

Para mim, a melhor frase desse BBB10 partiu do Big Boss no twitter: “nós (a produção) escolhemos os piores, vocês escolhem o menos pior“. E a vitória de Dourado com todas as suas imperfeições é um sinal de como cada participante também teve seus excessos (ou falta de algo a mostrar) que justificassem sua eliminação no jogo. O problema é fazer com que pessoas com o ego tão inflado percebam isso – ainda mais recém-saídos da casa, na condição de sub-celebridades aqui fora, as últimas bolachas do pacote para um tanto de gente carente que se fascina pela figura deles. Por isso, alguns ex-confinados deste BBB10 devem demorar um pouco a aceitar a vitória do lutador, se um dia o ego permitir que a ficha caia.

No BBB dos imperfeitos, seria estranho se Cadu vencesse, por exemplo. Não é o “mais querido da casa” que normalmente vence este jogo, tampouco aquele que nunca chateou o público. Vamos às últimas considerações da edição:

Dicésar – O Dimmy foi o grande rival do Dourado. Tanto que o quinto e último paredão do lutador foi sim uma espécie de final antecipada. O problema é que para um programa que já teve Jean Willys entre suas figuras mais destacadas, a personalidade de Dicésar ficou a dever à expectativa do público. Muito carimástico e munido de boas sacadas para a edição, por outro lado a drag oscilou entre vencedor e perdido no jogo. Tivemos uma grande torcida anti-Dourado que centralizou suas esperanças no Dimmy por falta de uma opção melhor para antagonizar contra o jogo do lutador, diga-se.

Lia – Fora da casa, ela mesmo admitiu que sobreviveu por muito tempo por conta de sucessivas imunidades. Em algum post deste blog, eu tinha cantado este quarto lugar da Lia, feito Ana Carolina no ano passado. A dançarina foi vitoriosa ao conseguir limar alguns adversários com seu discurso repetitivo, mas nunca conseguiu equilibrar sua rejeição. Falta de carisma mesmo. Dura, Lia tinha um trunfo de vencedora – a lealdade por Cadu – mas seu ataque aos opositores tornou-a uma figura cansativa para o público. Nem os douradistas seguraram a onda.

Cadu – O comportamento gente fina dele trazia uma certeza: sem dúvida o Cadu ia agradar muita gente. Foi o mais querido da casa, tanto que saiu no terceiro lugar fazendo festa com os ex-confinados e a família e tinha vários simpatizantes aqui fora. Mas sem o cu na reta, sem passar por paredões, fica mais difícil. Cadu não inflamou sua torcida, não mexeu pra valer com as pessoas e isso é o que, no fundo, conta pra ganhar o jogo.

Fernanda – Grande azarão do BBB10, até ela deve demorar a entender direito porque chegou à final. Sua presença na finalíssima pelo menos serviu para equilibrar um pouco o achismo do trio Cadu-Lia-Dourado e legou à dançarina um quarto lugar merecido, convenhamos. Empurrada pela produção, Fernanda foi a última cartada da Globo para provocar alguma reviravolta no jogo desde que “capslockeou”. Não adiantou. Afinal, a torcida douradista já estava preparada pra tudo.

Dourado – O BBB10 girou em torno dele. A torcida anti-Dourado era maior do que a verdadeira torcida de qualquer outro confinado. Ele mereceu o prêmio? Depende. Se encararmos o BBB como espelho fiel da realidade, acho que nenhum dos 17 merecia. Talvez Cadu? Como jogador, creio que Dourado mereceu sim. Ele criou uma empatia com o público internauta – que este ano teve a vantagem de ter o mesmo peso de voto do telefone e SMS – ao alertar que a vida de ex-BBB não é um mar de rosas e a ilusão de fama/vida fácil pós-programa é apenas uma isca para todo tipo de gente se inscrever no programa e a Globo fazer sua seleção “dos piores”. Ou seja, apesar de controverso e da imagem de brutamontes, Dourado tinha bons momentos de lucidez e não era só jogo o tempo todo. No entanto, com a experiência de seis anos atrás, captou direitinho que o BBB é uma disputa para minar a reputação alheia e tratou de fazer isso com os adversários antes que fizessem contra ele. Sabia o momento certo de emplacar alguma briga: pós-votações, sobretudo. Ainda assim, Dourado não tinha controle 100% de seu trunfo e um fator que fugia de seu alcance e de quaisquer confinados decidiu a fatura: a torcida. E sem ela, fica difícil ganhar o BBB. Max, Alemão & Cia que o digam.

Pessoal, se minha vida permitir, ano que vem tem mais. Não posso prometer, mas quem sabe?

Obrigado a todos que leram, participaram, concordaram, discordaram.

Abraços e Beijos,

Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Retrospectiva BBB10: A vitória do anti-herói (Parte 1)

O que Pedro Bial esqueceu de falar no discurso que garantiu o prêmio de 1,5 milhão a Marcelo Dourado é o seguinte: em uma edição do BBB fundamentada na diversidade, a tolerância à presença de ex-BBBs também fazia parte do (bom) jogo. E foi a partir da intolerância inicial da maioria da casa que Dourado fez seu jogo e conseguiu – apesar dos excessos que provocaram alta rejeição contra ele – administrar o favoritismo até a final. O discurso do apresentador – delirante em paredões como Lia x Maroca – foi pé no chão desta vez e apontou que o maior trunfo do lutador era a pecha de perdedor. Como bom observador do jogo, Bial se ligou, claro, que o público (ou boa parte dele) brigou para reverter essa condição até o fim. Brigou, xingou, ameaçou, enfim, alguns passaram dos limites como bem sabemos. E neste ponto certos douradistas e outros anti-douradistas perderam. Mesmo porque o vencedor já declarou que não pretende botar lenha nessa fogueira de heteros contra homossexuais.

A vitória do lutador pode ser explicada de várias formas. Uma delas e através da qual me inspirei para titular este post é o texto da Lele Siedschlag no R7, com o qual concordei em cada linha escrita. É a visão de uma pessoa que acompanhou todos os BBBs até então, trabalhou nesses três meses assistindo o programa via PPV e ainda assim não acredita que a disputa pelo prêmio seja o fim do mundo ao ponto de encarar o trunfo de Dourado como a “vitória da homofobia”.

E sinceramente, ao meu ver, toda essa mobilização exagerada em prol ou contra Dourado é uma triste constatação da capacidade que o brasileiro tem de se engajar pelo que não importa. Porque se as mesmas pessoas que votaram incansavelmente “contra a homofobia” tivessem garra para saber qual é a agenda do Congresso Nacional em relação a projetos de defesas dos direitos homossexuais, por exemplo, teríamos um País bem mais avançado no que diz respeito à tolerância sexual. Fazer passeata virtual no twitter ou votar no BBB é fácil, galera. Já os que aproveitaram essa polêmica para manifestar gratuitamente sua homofobia prefiro dizer que morreram na praia, felizmente… Acredito que Dourado não compra essa briga, como já citei no primeiro parágrafo desse texto.

Com um elenco tão diverso e que gerou tantas polêmicas, seria politicamente incorreto discriminar declaradamente algum gay, judeu, negro, nordestino ou dançarina de boate… E desse script todos os 17 sabiam. Só esqueceram de avisar aos 16 que perderam o prêmio, com exceção de Joseane, claro, que rejeitar ex-BBB e bater o pé que eles “já tiveram sua chance” seria mais uma forma de discriminação. Resultado: Dourado campeão.

Como um "improvável discriminado", Dourado venceu o BBB10

Vamos agora à breve retrospectiva de cada participante, por ordem de eliminação:

Joseane – Entrou por conta da resistência de Fernanda (a vice-campeã – ó a ironia) na primeira prova do líder. Apagadíssima e pouco lembrada na vida fora da casa durante o BBB10, sua maior vitória financeira em função do jogo pode ser agora, se souber negociar uma boa comissão pela parcela de responsabilidade que teve na vitória de Dourado. Por causa da escolha dela, ele entrou.

Marcela – Na primeira ou segunda semana, Eliéser incluiu Marcela no grupo dos “mais fortes” no jogo. Ou seja, só na cabeça dele mesmo.

Tessália – Pensava em todas as estratégias de jogo-ao-mesmo-tempo-agora embora estivesse há tão pouco tempo na casa. Fazia leituras precipitadas (“Esse BBB é dos gays”). E esse foi seu maior erro, além de passar para o público de que tudo que fazia era meio fake. Tinha um comportamento diferente de um BBB típico, é verdade, mas enganou um monte de gente – inclusive analistas do jogo – prometendo jogar mais do que realmente jogou. Lia acabou cortando suas asas bem cedo. Saiu com uma rejeição tão alta que até o Bial se assustou com a porcentagem para um paredão triplo (78%).

Alex – Não sei, mas fiquei com a sensação que o Alex teve azar. De cara eu achava que ele tinha um perfil muito parecido com o Ralf do BBB9 e iria pelo menos até a metade do programa. Não deu sorte de ganhar fama de chato (verborrágico) e ter a maioria da casa contra ele logo cedo. Tanto que foi a quase todos os primeiros paredões do BBB10 e saiu no quarto.

Uilliam – Na edição deste post, eu já estava escrevendo sobre o Michel quando lembrei da existência do Uilliam no BBB10 e tive que voltar pra cá. Daí vocês tiram a importância que ele teve para o jogo.

Elenita – A Lena é uma que eu achei superestimada por alguns analistas também, a exemplo da Tessália. Arrumava muita briga por nada – e isso a nivelava “por baixo” com as barraqueiras da casa (Lia e Maroca). Se a doutora usasse sua inteligência com maior serenidade e soubesse a hora de não se meter em confusão teria tido uma história bem diferente no BBB10. Também não teve sorte de cair num paredão justo na hora que desencadeou uma crise de relacionamento com algumas pessoas entre as quais até então ela não tinha tantos problemas.

Angélica – A participação da Morango foi uma grande gangorra. Chatinha no começo, ela acordou após um toque de Bial e se tornou uma das figuras mais carismáticas do jogo. Sua torcida começava a se formar e se unir aqui fora quando de repente quis pintar a imagem do cão em Dourado – com quem, como amigo, ela tinha desabafado seu interesse por Cacau. Não só o público sentiu que a mudança foi forjada como os “douradistas” já estavam bem organizados aqui fora. Eliminada no primeiro paredão que mostrou como o lutador estava forte na disputa.

Cacau – O romance fake com Eliéser foi um erro que mais cedo ou mais tarde deveria custar sua presença na casa. Pior: se não era fake, para boa parte do público parecia que sim. Até tinha boas atitudes de jogo como não dar cabimento às DRs manipuladoras da Lia. Pra arrematar sua eliminação, Cacau se colocou de um lado que era rival de Dourado, Lia, Cadu & Cia. Ou seja, contra a maior torcida.

Eliéser – Antes do paredão que tirou Cacau do jogo, qualquer ser humano de bom senso que acompanhou o BBB10 até 2 de março sacou que ele tinha uma visão de jogo que só existia na cabeça dele. Muito bobo, Eliéser provocou risada por conta da sua joselitice e eu nunca consegui levá-lo a sério como jogador. Depois que a namorada saiu, o fantástico mundo de Eliéser se desmanchou e ele ficou só esperando a vez de sair.

Michel – Ao meu ver, Michel seria um dos finalistas senão tivesse colado sua imagem na de Tessália. O romance – além de provocar aquele bafafá negativo pra ele com Karen Pila aqui fora – o fez ficar com fama de influenciável, manipulado. Reverteu um pouco disso após a saída da namorada, mas o saldo não se equilibrou ao ponto de combater o fanatismo da torcida douradista. Que infelizmente preferiu eliminá-lo – por estar ao lado de Dicésar, Serginho – ao invés de Maroca.

Serginho – Entrou tarde em paredões e passou muito tempo apagado no jogo após uma primeira semana destacada. Se o BBB acabasse em cinco dias, talvez Serginho tivesse levado o prêmio contra os outros 16. Ele confirmou seu carisma, mas talvez a pouca idade e a preocupação em aparecer tenham pesado contra ele. Faltou jogo. Faltou mostrar ao público que estava no programa não só para consolidar uma imagem de celebridade.

Maroca – Pra mim a Maroca garantiu uma permanência longa na casa no grito e na sorte. Com alto índice de rejeição desde o início, a ex-PM não fez bom jogo e em toda situação de conflito fazia questão de perder a razão, mesmo quando estava em vantagem na situação. O único trunfo dela perante o público-que-decidiu-o-jogo foi enganar os douradistas em alguns momentos ao declarar uma falsa aliança com o lutador – que ele parecia acreditar. Não sei como o “Brasil” aguentou tanta histeria. Dois meses e 11 dias, mais precisamente. O discurso do Bial quando ela saiu foi risível.

Por ora, é só. Na parte 2, vou concluir a retrospectiva com os resumos do Dicésar, Lia, Cadu, Fernanda e uma breve reflexão sobre se Dourado mereceu ou não o prêmio.

Até mais!

Por Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Sem assunto?

Embora eu acredite que o jogo tenha perdido qualquer possibilidade de reviravolta após o paredão que eliminou Cacau do BBB10, não imaginava como os blogs da netBBB ficariam TÃO SEM ASSUNTO nessa reta final. Mérito de alguns que ainda conseguem reinventar motivação para analisar este jogo. Como já tinha falado em post recente, eu fiquei completamente sem tempo de acompanhar e escrever sobre esta edição desde a penúltima terça, 9 de março – quando Eliéser saiu. Daí preferi não forçar análise nenhuma já que com a falta de oportunidade de observar o que acontece no programa (pré-requisito para você conseguir extrair algo além do óbvio) não quis preencher a lacuna sem subsídios.

Ainda assim, consigo dar umas escapadas e acompanhar algo pela net e pela edição da TV aberta. Seguem aí alguns drops:

– Achei a eliminação do Michel a mais injusta desta edição. Ele conseguiu se desvincular da imagem ruim do início, resultado do romance polêmico com a Tessália, mas ainda assim perdeu para uma pessoa que não acrescenta nada de interessante ao jogo. Maroca é chatíssima e ter que aturar a presença dela na casa esse tempo todo é um desafio para qualquer um interessado em acompanhar esse BBB10 até o fim. Ela sempre já começa errada na “intenção” – em quase toda situação de conflito, principalmente. Quando solta a metralhadora, só piora. E muito. Até a mãe dela diz que já deu. Há quem diga que Anamara é a cara, o jeito do povão. Mas pra mim isso é um puta estereótipo daquilo que as pessoas entendem por “povão”. Michel com todo seu perfil de paulistano-workaholic-bem-nascido é bem mais “gente comum” do que ela – figura que se olha no espelho e para as câmeras do reality de instante em instante.

– Me parece que o fogo cruzado até diminuiu, mas o fanatismo da torcida douradista ainda tem sua força e Michel ter saído com 63% dos votos é sinal disso, pelo menos em parte. O problema é que qualquer fanatismo – não importa de onde venha – deixa o reality mais desinteressante. Poupar Anamara e eliminar Michel achei sem noção. Até em termos de “proteção” ao favorito mesmo, já que Michel nunca se aliou 100% a Dourado, mas também nunca mordeu e assoprou com o lutador da forma como Maroca fez e ainda corre o risco de fazer. Quem votou em Michel por conta disso não tem desconfiômetro, definitivamente.

– Dourado está só esperando o cheque. Virou coadjuvante total da edição aberta. Seu lado “paz e amor” (algo semelhante à imagem construída em torno do Lula na campanha presidencial em 2002, hehe) assegura o favoritismo e a única pessoa que antes se garantia em derrubar a reputação alheia (Lia) parece estar com a pilha fraquíssima. Não se olha mais no olho como antes…

– Todas as três mulheres que ainda restam neste BBB deviam se enfrentar num paredão triplo extra e – SURPRESA – o público eliminar tudim de uma vez. Acho que depois que Dicésar sair neste paredão contra Serginho, vai ser a vez de cada uma sambar. Uma por uma.

– A rixa boba entre Lia e Fernanda – faltando apenas 10 dias para a final – só mostra como a porção “mulherzinha” das meninas que são selecionadas  para este programa é questão de “vida ou morte” pra elas. Uma mostra de orgulho besta e sem propósito. E, por isso, o prêmio sempre escapam-lhe às mãos.   

– Estou achando que o Cadu “periga” chegar à final sem passar por nenhum paredão. E por isso – e por pequenas outras coisas – a chance que ele tinha de ganhar o jogo já era.

Pessoal, eu quero agradecer a quem continua aparecendo por aqui e a quem sentiu falta de atualizações também. Pelo ritmo de trabalho, só devo voltar a escrever agora após a final. Até lá eu sequer vou ter algum dia de folga. Corro o risco até de não conseguir assistir ao vivo inclusive. Prometo uma retrospectiva analisando a participação de cada jogador pra gente fechar este primeiro ano de Little Boni decentemente. Valeu a todos os leitores e me desculpem mais uma vez o sumiço. Minha motivação pra escrever depende de tempo disponível (que eu não tenho mais) e do próprio jogo (que anda chato). No entanto agradeço essa troca com vocês, leitores. Foi massa! Até a retrospectiva do BBB10.

Abraços e Beijos,

Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Fernanda e Serginho?

Pff.

Por Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Sumiço e Justificativa

Pessoal, arrumei vários trabalhos que me tomam dia, tarde e noite até Maio. Não tenho mais como comentar o jogo com a mesma assiduidade e observação de antes, mas vou procurar postar – pelo menos semanalmente – em alguns momentos cruciais do programa.

Sobre a eliminação de terça passada, como o Bial até mencionou, o paredão do Eliéser foi o da saída da Cacau, na verdade. Eu não teria o que acrescentar muito mais sobre isso também… Somente que o bobão perdeu o principal trunfo de sua manjadíssima estratégia, se anulou e ficou sem saber o que fazer dentro casa. Ele estava visivelmente sem vontade e perdeu o “brilho” daqueles momentos sem noção que só a gente viu =) Foi tarde.

 Ultimamente eu achei o BBB10 monótono. Senti isso quando postei sobre o Ranking do Milhão e Meio. Com 9 pessoas na casa a história se mostrava tão, mas tão previsível. Que é até comum perdermos um pouco o interesse. Por isso e pelo ritmo puxado de trampo, tô curtindo uma folguinha de BBB e atualizarei aqui em passos mais lentos. Acho que devia essa justificava a vocês.

Abraços e Beijos,

Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Ruim para os dois

A briga entre Dicésar e Dourado após a formação deste paredão – que conta além dos dois com a presença de Eliéser – foi um momento bem ruim para os dois participantes. Olhando o jogo, Dimmy se colocou com toda força contra a torcida do favorito e – não fosse Eliéser quase uma alma penada dentro da casa hoje – a drag sairia com toda certeza. Já Dourado reforçou a imagem que seria supostamente homofóbico com a declaração de que “apesar de ser viado”, Dimmy teria de “ser homem” para sustentar suas posições. Pegou pesado com a grosseria. Assim como Dicésar perde a razão ao se envolver em tanta fofoca e deste modo dar a deixa para que ninguém confie nele.

Eu tento não me envolver com esse programa além da diversão e da análise do jogo – afinal não me interesso pela vida de ex-BBB – mas admito que deste momento especificamente senti uma energia ruim. Porque enfim, a gente sabe da tensão aqui fora. A briga coincide com a publicação da matéria com Dourado na revista Veja, abordando seu perfil “macho alfa” e a repetida polêmica dos homossexuais X AIDS. Dourado vai ter de adotar uma postura bem “pianinho” agora para não dar tanto cabimento a mais uma polêmica que se desenha por aí envolvendo sua relação com os gays da casa.

Por Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Uma Frase…

Vocês acham que por estar aqui a vida vira um mar de rosas, mas estão enganados…”

Podem falar o que for, mas por conta dessa lucidez Dourado merece muitos pontos de vantagem em relação a esse grupo. Gosto disso. Mais essa:

Tem gente aqui que é deslumbrado. A Anamara já chegou aqui achando que iria ter um quadro em programa da Globo, que iria ser cantora… Eles viajam! Isso sim é uma vantagem para mim.”

O Ranking do Milhão e Meio

Opa, licença. Vamos brincar de prever o futuro. Oito pessoas já saíram, restam nove e como não há metade de 17, pode-se dizer que estamos entrando na reta final do jogo. Coincindentemente, vou usar esse chutômetro no momento em que Marcelo Dourado – o favorito desta edição – já bateu seu recorde de permanência no BBB. Em 2004, ele foi o oitavo eliminado do programa.

Lembrando que este ranking não é baseado em nenhuma teoria absoluta do universo, então se você se sentir contrariado/mordido/revoltado, relaxe. Concordando ou discordando, sintam-se à vontade para deixar seus próprios rankings nos comentários. Vamo lá, por ordem crescente de chances:

* Eliéser
Chances: Zero.
Prós: ?
Contras: Todos possíveis. Bial já liquidou qualquer estratégia de permanência do Eliéser no jogo, com a saída da Cacau. Aliás, pra rotina dele como ex-BBB é até melhor que saia logo antes que ele apronte de novo e alimente ainda mais seu já elevado índice de rejeição. Está totalmente perdido como jogador e agora paga o preço pela burrice (ingenuidade?) no confinamento.

* Anamara
Chances: Zero.
Prós: Gostosa. Vai posar nua e faturar uma graninha. Embora isso não mova 1% a favor dela dentro da casa.
Contras: Ninguém tão histérico e falastrão ganhou o jogo até hoje. Nem que Maroca raciocinasse logicamente venceria, afinal a língua não pára e ela se entrega a todo instante. Alvo fácil de paredão com qualquer um mais fortim.

* Michel
Chances
: 2%
Prós: Não barraqueia e tem uma visão de jogo até razoável. Apesar da rixa com Lia, nem ela morre de ódio por ele (ainda). Mas precisaria provocar sucessivas reviravoltas para melhorar suas chances remotas. Às vezes é engraçado sem querer. É o “narrador” do jogo, embora não seja o melhor leitor da disputa.
Contras: Minhas ressalvas nos “prós” do Michel já entregam que ele não tem perfil de vencedor. É o arquétipo do nerd looser. Depois de Eliéser, está na mira da Lia, que embora não seja favorita tem um talento enorme pra eliminar gente. E outra: quanto mais lembra de Tessália dentro da casa, mais as donas de casa votantes de todo o Brasil lembram que ele traiu a (agora) ex-namorada em rede nacional. Tess já saiu faz mais de um mês, mas ele ainda pega uma rebarba da alta rejeição que ela tinha.

* Lia
Chances
: 3%
Prós: Maior jogadora desta edição, não tem receio de apontar sua mira para qualquer um que cruzar seu caminho. Já escapou de três paredões. Até agora a edição do BBB10 está a favor da sua imagem perante o público da TV aberta.
Contras: A diferença dela para Tessália é que a Tess tinha estampado “sou vilã” na testa. E Lia foge desse rótulo e quer passar uma imagem do bem para o público, nega a “bad girl” que nela está explícito. Tem uma rejeição grande na netBBB e material de sobra para queimar o filme dela quando a direção do programa resolver tirar essa carta da manga. Nunca uma vilã ganhou o jogo, por isso as chances são pouquíssimas. Falta Boninho revelá-la por completo.

* Dicésar
Chances
: 5%
Prós
: É carismático, tem bagagem de vida, passado na casca do alho. Sabe muito bem como se portar em prol da sua imagem destacada na edição. Precisa renegociar sua relação conflituosa com Dourado para aumentar suas poucas chances.
Contras: A maior decepção com Dimmy é que quando todos achavam – de início – que ele ia tomar uma postura de liderança no jogo nada disso aconteceu. Fofocou até não aguentar mais. Anda até mais comedido, mas por ter assumido uma função “pequena” no confinamento não rendeu o que esperavam dele. Além disso, está na mira da torcida do Dourado, pois antagoniza com o lutador desde o começo. E nenhum dos outros gays da casa comprou sua estratégia de levantar bandeira.

* Fernanda
Chances
: 10%
Prós: Nunca que o tipo “mulher-bonitinha-perfeitinha” ganhou o jogo. Mas é possível. Fernanda tem uma popularidade inexplicável que teve origem na primeira prova do líder do BBB10. Se a final fosse um paredão duplo entre ela e Dourado, a torcida anti-Dourado teria o apoio de todos os votantes que compram essa imagem perfeita dela.
Contras: Fernanda é o tipo de participante que gera o maior abuso em quem não compra o personagem dela. Ela não movimenta o jogo, só se esquiva da responsabilidade e essa falta de atitude não combina mais com o perfil dos últimos vencedores do programa (do BBB7 ao 9). Apesar de tentar colar uma imagem pura, ela não tem uma história “nobre” no confinamento, como tinha Juliana Lopes no BBB4, por exemplo – a patricinha que conviveu bem com os pobres da casa e cativou o público.

* Serginho
Chances
: 13%
Prós: Carismático, bem relacionado com todo mundo. Diverte o público e a casa, gera material de sobra para a edição montar um destaque seu. É o único gay da casa que se dá bem com o Dourado e esse fair play pode simbolizar a “tolerância à diversidade” que a Globo lançou como ingrediente nesta edição. Ganhou imunidade no Quarto Branco e tem baixíssimo índice de rejeição. Pode complicar a vida do Dourado se a final for um paredão duplo entre os dois.
Contras: É completamente coadjuvante de acontecimentos importantes no confinamento, pois se preocupa com a própria aparência antes de qualquer coisa. Desligado do jogo, passa para o público que não está lá muito interessado no prêmio.  Não pegou paredões até agora. Ninguém ganhou o BBB até hoje sem passar por pelo menos um paredão.

* Cadu
Chances
: 15%
Prós: É o filho que toda mãe queria ter – isso gera uma empatia generalizada pela figura do Cadu. Tem várias semelhanças com o comportamento do Serginho: carismático, bem relacionado com todo mundo, se dá bem com Dourado. Uma final com paredão duplo entre os dois teria menos fanatismo já que, salvo alguma reviravolta, seria uma disputa entre aliados no jogo. Cadu é o oposto de Dimmy. Ninguém dava nada e ele conquistou uma posição mais destacada no programa.
Contras: A postura de “juiz” das discussões da casa não faz muito o perfil de vencedor. Ele acompanha o desempenho de Serginho nos contras também: não pegou paredões até agora. Ninguém ganhou o BBB até hoje sem passar por pelo menos um paredão. Ainda é carne e unha com a Lia e isso pode ser lembrado negativamente numa votação final.

* Dourado
Chances
: 52%
Prós: Não é à toa que eu coloquei a mesma porcentagem com a que ele ganhou o carro. Sem querer discutir os valores dessa torcida p/não polemizar, Marcelo Dourado conseguiu apoio de um público super fiel que vota a favor dele como se o lutador fosse dividir o prêmio com todos. É impressionante. Ainda ganhou o Poder Supremo, passou por três paredões e é o melhor observador do que acontece na casa – dada a repetição de sua experiência no confinamento. Se a final for com paredão triplo, a exemplo do ano passado, ele ganha em qualquer cenário.
Contras: Com toda a guerra de torcidas em torno de sua participação, Dourado é meio que o Flamengo da vez. Tem uma enorme torcida a favor e outra contra. E o fanatismo parece valer para os dois lados. Daí que se o lutador chega com um dos gays, vai ter mais gente votando na final do BBB do que na eleição presidencial.  A personalidade dele também não indica que tem “jogo ganho”, Dourado (ainda que sem querer às vezes) é polêmico e pode provocar reviravoltas contra sua própria estratégia.

Por Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Quando o apresentador diz tudo…

Sempre é polêmico quando Pedro Bial evidencia o olhar da direção/produção do programa (incluso ele) no discurso de eliminação. Mas queria dizer que sempre achei fundamental esse tipo de interferência. Não defendo imparcialidade do apresentador. Não é à toa que o blog tem este nome: um trocadilho com o título do programa + nome do diretor (Boninho). Defendo porque acredito que o jogo precisa ser conduzido sim, que à revelia dos participantes tudo ficaria ainda mais previsível. É mais um elemento. E quem entende como funciona a televisão e não quer se decepcionar com bobagens deveria encarar isso com naturalidade. Essa é minha opinião. Respeito outras divergentes de quem por acaso lê o blog.

Ontem mesmo li uma nota com a seguinte citação de Boninho num site (que não vou lembrar agora qual é): “nós escolhemos os piores (para entrar na casa), vocês escolhem o menos ruim (para vencer)”. Concordo sem tirar, nem pôr. O jogo do BBB seria uma monotonia só se por acaso predominasse um clima cordial lá dentro, em que ninguém se emputasse com voto ou coisa parecida. Os defeitos evidentes de cada confinado são a engrenagem do jogo. E nem sempre o menos defeituoso vence, bom lembrar.

Eu concordo, em parte, com a visão de alguns blogs de que os participantes são um espelho de tipos de comportamento desejáveis ou indesejáveis. Mas é bom perceber que quem monta esse espelho somos nós, o público, que repercutimos, damos (ou não) cabimento ao programa. Com a declaração citada, Boninho dá a deixa para que as pessoas vejam que o BBB não é a corrida do mais íntegro, e sim uma disputa daquele que queima a reputação alheia de forma mais convincente. Eis o raciocínio que justifica a permanência da Lia por lá até hoje – a maior jogadora desta edição – apesar de tanta rejeição dela aqui fora.

Usei os três parágrafos acima para falar do papel da direção porque hoje foi assim. O discurso do Bial traz um teor geralmente carregado de subjetividade, até para despistar um entendimento mais óbvio dos confinados. E nesta terça o texto trouxe muita coisa da percepção do público, ou da maioria deste. Acho que foi uma das situações desta edição (falo do romance frouxo entre Cláudia e Eliéser) em que houve uma maior sintonia entre o viés do apresentador e do público – sobretudo de quem acompanha o BBB além dos canais oficiais. Ao meu ver, Bial falou tudo sobre a saída da Cacau e eu particularmente não teria muito mais a acrescentar. Vamos aos drops, então.

Drops

Ela é bem mais bonita do que nessa foto, na verdade / Fonte: globo.com

* Cacau é linda, gostosa, e com toda aquela bunda vai vender revista pra caramba quando posar nua. Disso eu não tinha dúvida desde o início, a não ser que ela tivesse passado pouco tempo na casa. O que não é o caso. Cinqüenta dias são o bastante para ela aproveitar bem os 15 minutos de fama. Atributo físico sobrando para isso ela tem. Além disso, transmitia uma certa esperteza e uma dose de bondade (ponto dela com o público) que até me fizeram pensar que ela poderia ir mais longe no jogo. Era a “falsa boba” presa pela (anti) estratégia do maior bobão da casa. Rodou por isso.

* Eu entendo a torcida que existe a favor do Cadu. Ele é carismático e não vacila facilmente, apesar de ser o secretário da Lia. E faz o jogo de “juiz” das discussões, apartando as brigas e aconselhando os brigões. Mas que é um negócio arriscado, pois sem passar por paredões ele pode acabar feito o Marcão do BBB8.

* Não acredito que “intimamente” Michel e Dicésar enxerguem tantas virtudes em Eliéser principalmente depois da patada do Bial no discurso de eliminação da Cacau. O jogo Puxadinho X Casa de Luxo força os dois a manter uma relação de aliado com o bobão. A curto prazo Dimmy terá de pegar um paredão duplo com Fernanda ou uma Maroca da vida e, eliminando uma delas, vai entender que a disputa não é 100% focada em “lado contra lado”, diferente do que aconteceu no BBB9.

* Tenho uma curiosidade e se algum leitor do blog souber, me responda: alguém dentro da casa já especulou que essa força do Dourado aqui fora seria em parte uma herança da participação dele no BBB4? Tenho impressão que todos acham que ele era mega rejeitado em 2004 e ponto. E não foi bem assim.

* Restando nove participantes na casa e menos de um mês para a final, no próximo post vou falar sobre as chances de cada um vencer ou seguir adiante no jogo segundo minha opinião. O engraçado RSFD já fez isso e eu recomendo a análise deles também.

Por Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

Tava demorando…

Lia em mais um momento “OLHA PRA MIM”. Desta vez com o favorito.

“Vou parar de falar contigo porque tu tá viajando. Tu tá desequilibrada”, diz Dourado, que completa: “Tu tá louca pra brigar comigo”.

Depois nego se pergunta porque o Dourado tem esse favoritismo. Além da casa ter comprado a rejeição inicial, ele tem a melhor percepção do jogo lá dentro.