Retrospectiva BBB10: os finalistas (Parte 2)

Para mim, a melhor frase desse BBB10 partiu do Big Boss no twitter: “nós (a produção) escolhemos os piores, vocês escolhem o menos pior“. E a vitória de Dourado com todas as suas imperfeições é um sinal de como cada participante também teve seus excessos (ou falta de algo a mostrar) que justificassem sua eliminação no jogo. O problema é fazer com que pessoas com o ego tão inflado percebam isso – ainda mais recém-saídos da casa, na condição de sub-celebridades aqui fora, as últimas bolachas do pacote para um tanto de gente carente que se fascina pela figura deles. Por isso, alguns ex-confinados deste BBB10 devem demorar um pouco a aceitar a vitória do lutador, se um dia o ego permitir que a ficha caia.

No BBB dos imperfeitos, seria estranho se Cadu vencesse, por exemplo. Não é o “mais querido da casa” que normalmente vence este jogo, tampouco aquele que nunca chateou o público. Vamos às últimas considerações da edição:

Dicésar – O Dimmy foi o grande rival do Dourado. Tanto que o quinto e último paredão do lutador foi sim uma espécie de final antecipada. O problema é que para um programa que já teve Jean Willys entre suas figuras mais destacadas, a personalidade de Dicésar ficou a dever à expectativa do público. Muito carimástico e munido de boas sacadas para a edição, por outro lado a drag oscilou entre vencedor e perdido no jogo. Tivemos uma grande torcida anti-Dourado que centralizou suas esperanças no Dimmy por falta de uma opção melhor para antagonizar contra o jogo do lutador, diga-se.

Lia – Fora da casa, ela mesmo admitiu que sobreviveu por muito tempo por conta de sucessivas imunidades. Em algum post deste blog, eu tinha cantado este quarto lugar da Lia, feito Ana Carolina no ano passado. A dançarina foi vitoriosa ao conseguir limar alguns adversários com seu discurso repetitivo, mas nunca conseguiu equilibrar sua rejeição. Falta de carisma mesmo. Dura, Lia tinha um trunfo de vencedora – a lealdade por Cadu – mas seu ataque aos opositores tornou-a uma figura cansativa para o público. Nem os douradistas seguraram a onda.

Cadu – O comportamento gente fina dele trazia uma certeza: sem dúvida o Cadu ia agradar muita gente. Foi o mais querido da casa, tanto que saiu no terceiro lugar fazendo festa com os ex-confinados e a família e tinha vários simpatizantes aqui fora. Mas sem o cu na reta, sem passar por paredões, fica mais difícil. Cadu não inflamou sua torcida, não mexeu pra valer com as pessoas e isso é o que, no fundo, conta pra ganhar o jogo.

Fernanda – Grande azarão do BBB10, até ela deve demorar a entender direito porque chegou à final. Sua presença na finalíssima pelo menos serviu para equilibrar um pouco o achismo do trio Cadu-Lia-Dourado e legou à dançarina um quarto lugar merecido, convenhamos. Empurrada pela produção, Fernanda foi a última cartada da Globo para provocar alguma reviravolta no jogo desde que “capslockeou”. Não adiantou. Afinal, a torcida douradista já estava preparada pra tudo.

Dourado – O BBB10 girou em torno dele. A torcida anti-Dourado era maior do que a verdadeira torcida de qualquer outro confinado. Ele mereceu o prêmio? Depende. Se encararmos o BBB como espelho fiel da realidade, acho que nenhum dos 17 merecia. Talvez Cadu? Como jogador, creio que Dourado mereceu sim. Ele criou uma empatia com o público internauta – que este ano teve a vantagem de ter o mesmo peso de voto do telefone e SMS – ao alertar que a vida de ex-BBB não é um mar de rosas e a ilusão de fama/vida fácil pós-programa é apenas uma isca para todo tipo de gente se inscrever no programa e a Globo fazer sua seleção “dos piores”. Ou seja, apesar de controverso e da imagem de brutamontes, Dourado tinha bons momentos de lucidez e não era só jogo o tempo todo. No entanto, com a experiência de seis anos atrás, captou direitinho que o BBB é uma disputa para minar a reputação alheia e tratou de fazer isso com os adversários antes que fizessem contra ele. Sabia o momento certo de emplacar alguma briga: pós-votações, sobretudo. Ainda assim, Dourado não tinha controle 100% de seu trunfo e um fator que fugia de seu alcance e de quaisquer confinados decidiu a fatura: a torcida. E sem ela, fica difícil ganhar o BBB. Max, Alemão & Cia que o digam.

Pessoal, se minha vida permitir, ano que vem tem mais. Não posso prometer, mas quem sabe?

Obrigado a todos que leram, participaram, concordaram, discordaram.

Abraços e Beijos,

Felipe (littlebonibrasil@gmail.com)

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